quinta-feira, 8 de maio de 2008

Peça | É Urgente o Amor

Acordei sozinha na minha cama.
O enrugado dos lençóis recorda-me que aqui estiveste,
não num sonho, mas na duração dele.
Na minha pele os vergões e as marcas do teu sentimento.
A dor convertida em prazer, ou vice-versa, já nem sei.
Lembro-me de lhe chamares Amor.
Dizem que o Amor é Cor-de-rosa,
Mas partiste, como fazes todos os dias, vestindo as tuas
calças, terminando o teu cigarro, deixando bem claro que
desconheces a data da próxima visita.
E mesmo assim chamas-lhe Amor.
Sabes, não aguento mais.
Não suporto os intervalos, nem os momentos de espera que
apenas fazem funcionar as memórias de ti, e que nem sempre

te favorecem.
Não imaginas como o limite está próximo, como todos os
confortos que me abraçam, toda a atenção que recebo dos
homens que me desejam, são um tão grande nada, se simplesmente
não te tiver.
Por isso escuta.
É urgente dar vida ao Amor com que me atrais e atraiçoas ao mesmo tempo,
porque ele esmorece e morre se se lançar de um prédio.
E com ele, toda a vida em mim, para Sempre.
Preciso de Ti.
Da tua, Branca






Ficha Técnica Encenação: Pedro Wilson Interpretação: Gonçalo Fortes, Henrique Gomes, Isabel Sevivas, Paula Morais, Rita Jardim Argumento original e história: Luís Francisco Rebelo Adaptação do texto: Pedro Wilson Luminotecnia: Pedro Wilson Sonoplastia: Cénico de Direito Figurinos: Cénico de Direito Cenografia : Cénico de Direito Produção: Cénico de Direito Direcção de Produção: Joana Sevivas

Cénico de Direito / Universidade de Lisboa - Faculdade de Direito